sexta-feira, 26 de março de 2010

PERGUNTAS ....


Tenho observado algumas perguntas no blog, feitas pra quem? pra mim? talvez... decidi então criar esse espaço pra quem quiser PERGUNTAR e quem quiser RESPONDER, ok? boas perguntas!!!!! abraços!

12 comentários:

  1. Vivian disse...
    Jaque, como dizem os ambulantes do transporte público (vulgo busão), desculpe interromper o silêncio de vossa viagem bloguística, mas permita-me perguntar: Por que tu não tuítas???
    Experimentei e adorei: no início parece uma bagunça sem sentido, igual à internet, mas depois vc percebe que é o melhor veículo para divulgação de eventos e informações!
    acesse o meu: http://twitter.com/verdanarj
    Bjs!

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  2. resposta: como semi analfabeta que sou na informática, não consegui entender o sentido do twitter!!!!!!!!! minha querida amiga Rafaela me ajudou a fazer um twitter, fiz! mas num tô mais dando conta de : msn, blog, orkut, facebook! GENTE!!!!!!!! Máquinas, máquinas ,,,,tô lendo ''amor líquido'' e já, já digo porquê o povo tá sem romance, se sentindo só o suficiente pra namorar pela e [somente?] internet....daqui a pouco cedo e entro no twitter....

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  3. kkkkk... tá bom, compreendo seu olhar crítico de não se paralisar diante do mundo virtual! Mas "nem tanto ao mar, nem tanto a terra"...
    O twitter, para divulgação e aumento da rede social é fantástico. E a internet é como a vida em geral, Jaque... não é em si o que causa o mal, e sim o uso que fazemos dela.
    Beijos!
    P.S: Esse livro é ótimo!

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  4. ...''a internet é como a vida em geral...'' Gente!!!!!!!!!! amei essa frase!!!!!!!!!!!!!!!cê achou ótimo o livro do Bauman? amor líquido? gostou quando ele fala sobre o stableshment do desenlace afetivo,amoroso...dentre muitos fatores,um dos 'ajudadores' dessa nova prática amorosa:o descompromisso, o desenlace das relações com suas vicissitudes agradáveis e desagradáveis, seria o computador, a internet Vívan....a internet sendo hoje a representação -simbólica?- como a VIDA..........???????????????????????????????????????? é como a vida humana, é? a internet?

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  5. Jaque, creio que a internet, como tudo o que é novo e, seguindo o rumo do contemporâneo, pode, sim, representar a liquidez e a frivolidade nas relações. No entanto, se utilizada no sentido inverso, demonstra nunca ter sido tão possível a comunicação entre um indivíduo o outro, reduzindo as distâncias daqui ao Japão, por exemplo, possibilitando a partir de "circuitos eletrônicos" o contato em nossa realidade pela sintonia entre as pessoas que se gostam. À propósito, a informática utilizada para relacionamentos em geral proporciona até (e confesso minha deficiência de referências, mas tenho plena confiança que existam)como cita Gikovatte, um fantástico (mesmo que a princípio pareça insólito) modo de conhecer as pessoas verdadeiramente pelo que elas são internamente e não a partir apenas de seus dotes e invólucros físicos aparentados.
    Em suma: creio que a internet mostra o que nossa janela mental propicia que ela enxergue; esta, por sua vez, igualmente com sua parafernália sináptica cheia de circuitos neurológicos.

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  6. querida Vivian, permita-me discordar! não, não e não!!! concordo naturalmente da óbvia serventia do telefone, fax, internet e suas possibilidades, de ME comunicar com um sujeito que está no Japão, mas me relacionar? relação diz respeito a acessar intuições, percepções, sentidos, inclusive o visual:qual o problema de se conhecer alguem pelo invólucro? não será nesse invólucro que o sujeito precisará cheirar, tocar, beijar, transar? penso que a internet convida, e há demanda pra isso,para uma relaçao sem relação. Explico: tenho ouvido pessoas que se envolveram, transaram virtualmente, conversaram por horas, dias....sem NUNCA terem se visto!!!! sim, posso tentar me adaptar ao NOVO (admirável mundo NOVO), se é que o que assistimos é NOVO (é?), mas temos que reconhecer que a base é o mal estar que o ENCONTRO causa...pois para EU estar na frente do OUTRO, antes precisarei estar na minha propria frente e todas as idiossincrasias que tenho e que o OUTRO fatalmente notará...agora, estar na frente de uma tela, escrever, ou aparecer numa web (o tempo que EU decido aparecer)ai não é preciso eu me saber, ne? veja, não me oponho a internet e suas possibilidades maravilhosas, peço que não desvie minha crítica que diz respeito a uma transparÊncia sobre nossa impossibilidade de nos reconhecer feios, estranhos, sem graça, sem tanta inteligência, sem tantos conhecimentos como gostaríamos de ter ou ser; mas uma crítica sobre o que não sabemos de nós e sobre como projetamos no outro nossas maluquices, nossos ''não sei'', e estabelecer que conhecer,amar um outro disfarçando nossas dificuldades é insólito....não concordo mesmo, eu diria que é UM ''disfarça dor'' do EU NÃO ME SEI !!!!!! outra cousa queridíssima amiga, o que significa 'uma pessoa que é verdadeiramente''??????? beijo ! e aguardo sua resposta!

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  9. Claro, Jaqueline! Afinal, que graça teriam as conversas se concordássemos com tudo? Não haveria mais opinião!
    Querida Jaqueline. Acho que você só está vendo a internet por um aspecto. E eu também posso não ter sido muito clara. Então, permita-me não discordar, apenas acrescentar, pois creio que, em ambos os casos, o foco primordial é a forma como lidamos com nossas relações, com tudo o mais se flexibilizando a partir disto.
    Não me refiro aos casos das pessoas que abrem mão do contato real para viverem no virtual, ficam horas e horas em câmeras fazendo strip-tease fazendo “sexo virtual” e buscando outras apenas a partir da internet. Também não me refiro àquelas que travam contatos virtuais eternos pelo Japão e, sim, aumentam suas chances de comunicação (particularmente, acho mais viável quando já se conhecem e estão querendo saber uma da outra).
    Concordo com você quanto ao olhar, o ouvir perto, frente a frente (porque estes dois sentidos já são possíveis até pela internet), perceber os gestos, os cheiros, o tato. Mas, no que tange ao que o indivíduo é, acredito sim, ser plenamente possível adentrá-lo, mesmo pela internet, desde que haja este objetivo em comum. E quando digo relacionamento, é, de fato, uma nova forma de se relacionar, talvez ainda falte uma palavra mais adequada para tentar dar conta disso, quero dizer: havendo num encontro, que começa virtual (embora sempre estejamos com indivíduos), o interesse real, sincero, sendo não a “única” chance, mas umas das chances, poderá sim, (por que não?) surgir um encontro com um indivíduo (pelo que ele é, antes e depois) e não apenas com os costumeiros “humm, mas que gracinha, que bíceps, que tríceps” ou “que bunda, que seios”. Quando digo em “conhecer verdadeiramente” é a isso que me refiro. Eu conheço alguém, digo quem sou (o que quero dizer... em qualquer meio!), pretendo-me sinceramente conhecer o outro (e este outro também o deseja) e travamos assim, um inicial tipo de relação.
    O não querer se ver, o projetar nossas maluquices e o mal-estar causado pelo “encontro” com o outro que você se refere pode acontecer tanto em um espaço quanto em outro. Obviamente, de perto temos as nuances, mas há os que não as percebem (por estarem extremamente encantados!) e os que fingem muito bem. E, do lado virtual, tudo bem, eu não estou tetê a tetê com a pessoa, mas eu sinto, e ela também (seja algo positivo ou simplesmente pra curtir com a cara do outro(a)!) Assim, penso que há várias maneiras de "tocarmos" a alma humana: pelo "invólucro carnal" e pelos meios de comunicação, desde que o queiramos. Na verdade, tocar a alma é uma abstração, o que temos é o corpo, de fato e, permita-me ir mais além, mas mesmo que estejamos em contato direto, corpo-a-corpo com alguém, só saberemos se existe um contato profundo e verdadeiro, de troca, por assim dizer, de compartilhamento, internamente. E daí vamos parar em metafísica, hermenêutica, dentre outros daqui a pouco. Deixa eu voltar ao foco. :-)

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  10. Mas quando este contato físico não é possível, o que faremos? Abriremos mão da tecnologia se o corpo não pode tocar? Acho que ambos podem somar e, enquanto não "criarem" métodos mais substanciais de contato à distância, teremos a tecnologia. A frivolidade, o desinteresse humano, o individualismo permeiam nossas vidas independentemente dos métodos utilizados, pois a internet é apenas um veículo, é uma janela, mas, de fato, não é e nem nunca será a sua paisagem. Portanto, até mesmo no encontro “concreto” podemos não considerar apenas os “apetrechos” físicos (no primeiro encontro), embora em 99% não seja isso o que acontece.
    Não vejo empecilho algum para as pessoas que se gostam ou, as que querem se relacionar utilizarem máquinas desde que, é claro, não se privem do contato real logo que possível. Há inúmeros casos de primeiro encontro pela internet e que dele surgiram laços (ou não) e eu mesma conheço muitos. Aliás, essa é uma opinião pessoal, é óbvio. As pessoas em qualquer lugar vão sempre achar o que querem, em qualquer meio.
    Percebo que sempre tivemos formas distintas de nos desligarmos das outras pessoas em diferentes tecnologias e se hoje "deletamos" ou "bloqueamos" alguém, antes, poderíamos alegar não ouvir, não ver a pessoa, inventarmos mentiras... de que adianta desculpas e hipocrisias sociais, onde falamos uma coisa e sentimos outra, onde prometemos e não cumprimos? Infelizmente, hoje também temos as “hipocrisias virtuais”. No entanto, em qualquer cultura e geração, sempre haverá novas formas de contato (internet, gps, o raio que o parta) concomitante às novas formas de escape ou encontro delas. Podemos, assim, “disfarçar nossas dificuldades” e ficarmos na internet o tempo que queremos ficar, assim como no mundo podemos ficar “enrolando” o tempo que quisermos!
    Insisto, Jaqueline: não vejo mal algum nas relações iniciadas através da internet. Tudo depende do uso que fazemos dela. E isso, quem escolhemos, somos nós, pois, se creditamos a ela a responsabilidade de fracassadas relações, é ela quem nos domina. Acho que somos como presos que finalmente ganharam a liberdade e não sabemos ainda bem o que fazermos depois da soltura. E nos sentimos mais presos ainda. Como crianças que ganharam um brinquedo e não sabemos o que fazer com ele.
    Creio que a mudança é interna, social, e a tecnologia está aí como recurso que "dança conforme a nossa música". E viva as possibilidades! Viva as formas de contato, de encontro com o “real” (que também nunca o saberemos, de fato, qual é, desde que consintamos neste aspecto), o beijo, o toque!

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  11. então tá,né?acho que o encontro é com o REAL mesmo, o REAL de LACAN, ou seja, um instante que nunca será tocado, o hiato. E lá vamos nós ''tentar''de novo sermos civilizados, agora através da internet!!! avante! e adorei nosso debate internetal....blogal....

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  12. Quero te parabenizar, pela excelente profissional que se tornou!Sucesso sempre!Com carinho Fábia.

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